sexta-feira, 29 de maio de 2009

Benefícios da sucupira

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 Ingrediente: 12 sementes de sucupira quebradas (para liberar o óleo
aromático) - 3 litros de água
Modo de preparo 1- Numa panela em fogo médio ferva 3 litros de água2- Assim que ferver jogue 12 sementes de sucupira quebradas. A fervura vai abaixar. Assim que voltar a ferver conte 1 minuto e meio e desligue o fogo. Tampe a panela e espere esfriar. Retire as sementes e até 1,5 litro por dia. Este chá é recomendável para tratamento de doenças ósseas, artrite, artrose, reumatismo, úlceras, dermatoses, reumatismo agudo, antidiabético.



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quarta-feira, 27 de maio de 2009

O Globo lança blog sobre drogas


Em países mais avançados, falar sobre a questão das drogas sem partir para a ignorância ou ver demônios é normal. O tema consegue ser tratado em tons diferentes do preto e do branco. 

Por exemplo, quando se fala de usuários, os retratos são bem mais realistas e diversos do que o triplo chavão junkie/perdedor/bandido. 

(Um bom exemplo é este 
obituário sobre o pai do LSD, Albert Hoffman, que descreve uma de suas experiências lisérgicas como "maravilhosa, com imagens 'abrindo e fechando em círculos e espirais, explodindo em fontes coloridas'". Saiu na The Economist, umas das revistas de economia e negócios mais respeitadas do mundo. Não dá pra imaginar algo assim saindo naExame).

Aqui, na terra do 
Cidade Alerta e do blog do Reinaldo Azevedo, onde até bebedouro em balada rende polêmica, ainda falta muito pra chegar nisso.

MUITA INFORMAÇÃO

Semana retrasada, foi dado um enorme passo numa direção mais inteligente. O site do jornalO Globo, isso mesmo d' O Globo, lançou um blog sobre drogas onde o assunto é abordado de forma madura e sensata. Tem uma dose sadia de opinião, mas o que dá autoridade mesmo para a empreitada são quantidades maciças de informação.

O ÚLTIMO TABU

Um dos primeiros posts do blog Sobre Drogas, intitulado "O último tabu", abre com a frase: "As drogas existem desde que o mundo é mundo." Depois vem um resumo da proposta do blog:

"A discussão franca sobre o problema das drogas talvez seja, hoje, o último grande tabu da nossa sociedade. Este blog, se não tem nem de longe a pretensão de derrubá-lo, espera pelo menos ajudar a encará-lo. Quer jogar uma luz sobre possíveis soluções, e ajudar a distinguir fato e preconceito. E quer, principalmente, agregar a seu redor a comunidade interessada em enriquecer a discussão sobre o assunto."

"Uma comunidade que, dentro e fora da internet, poderá contribuir - aí sim, com muito mais eficiência - para o princípio de um processo de modernização das políticas públicas sobre o tema."


PESQUISA

Enquanto isso, no dia 2/11, a versão impressa d' O Globo publicou uma extensa pesquisa sobre consumo de drogas na noite do Rio. Alguns dos resultados: 35% dos entrevistados na noite admitiu que já usou algum tipo de droga; 44% dos pais sabem; 71% dos usuários compra com facilidade; 73.3% tem rendimento familiar mensal acima de dez salários mínimos. 

Na pesquisa, o ecstasy aparece como a segunda droga ilícita mais usada, depois da maconha (a cocaína vem em terceiro).

No dia seguinte à publicação da pesquisa, o jornal escreveu um editorial onde questiona a eficácia da política de repressão defendida pela ONU e por tantos governos do mundo. Chega perto de defender a descriminalização.

O Globo mandou muito bem: mais luz, menos obscurantismo. É o único caminho.


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Amor, Sexo, Drogas e Outros Assuntos Tensos no RPG

Eu li um post no Pensotopia e pensei em responder com um comentário, porém ia ficar muito grande então resolvi criar um post resposta.

No post original é comentado como o amor e sexo afeta o RPG e lembrei de várias aventuras onde mestrei que envolviam esse tema e gostaria de comentar esses casos e minha visão sobre o assunto. Mas não deixem de ler o post original que vale muito a pena! =)

Silverleaf Halfmoon e Layala

Um amigo meu jogou em uma campanha, que eu mestrei, com um elfo mago,  guerreiro de tendência justa. Bom, ele era justo, pelo menos até ele se apaixonar pela ladra Layala. Por muito tempo ele tentou mudar em vão a natureza da humana gatuna mas acabou desistindo e quem mudou de tendência foi ele. Ele teve filhos com ela, inclusive um que virou rei ao se casar com a filha do antigo rei.

Gan e Kaelin

Eu em uma campanha mestrada por um amigo meu também tive um personagem que se apaixonou. Gan era um mago humano e ela uma elfa sacerdotiza. Nosso relacionamento começou complicado pois meu personagem tinha problemas em controlar a magia e quase a matou quando se conheceram (ooops).
Mas com o tempo as coisas se ajeitara, e o relacionamento andou. Apesar de Zortan, um velho amigo de Gan e sacerdote do grupo, também ser apaixonado por Kaelin o que render uma relação complicada entre os três até Zortan se apaixonar novamente por uma humana.
No fim, Gan teve um filho com a elfa.

Zortan

Não me recordo direito o nome da humana por quem ele se apaixonou mas foi ela a responsavel por ter tirado Zortan da obcessão pela Kaelyn. O relacionamento dos dois também foi complicado, ela era rica e importante na politica, ele um sacerdote sem posses. Ela era neutra, ele era justo. Mas pelo que lembro, acabou dando certo boa parte do tempo.

Interpretação:

Cada grupo é de um jeito, agora eu estou mestrando para dois grupos. Um é formado de casais e ter relacionamentos complica, pois é bem provável rolar ciúmes (por mais que seja virtual), a menos que ocorra um romance entre os personagens dos jogadores, não envolva npcs e não envolva o relacionamento de um PJ com o de outro PJ de outro casal (óbvio). Resumindo, aqui o Silvio diria que é amizade e não namoro.

No outro grupo é mais fácil pois a maior parte do grupo é homens e suas esposas não jogam. Outro dia um elfo foi para um prostíbulo e rolou um romance ali no bordel com uma das prostitutas. A prostituta acostumada com humanos e orcs não resistiu ao charme do elfo, ela até chegou a deixar o trabalho por se apaixonar pelo elfo e querer ter o filho dele (ela engravidou após uma rolagem de dados).

Sexo:

Sempre vou levando a aventura até onde o clima do jogo permite, claro que não irei narrar no mínimos detalhes uma cena de sexo. Mas o suficiente para o jogador saber como foi, e também o suficiente para ele não ficar constrangido (e ninguém da mesa). O mestre tem que ser muito sensível para não abusar da narração, afinal o jogo deve divertir a todos.

Outras Situações Tensas:


Todos já tiveram um amigo, irmão, pai, parente mortos. Geralmente o mestre nem é tão descritivo, esse tipo de coisa é comum e as vezes faz um personagem normal ter motivação para virar um herói. Mas as vezes vou mais longe.

Um personagem de um amigo meu, que virou um guerreiro do deus da Justiça, teve como motivação a ira que ele tinha do pai. Quando criança, cena narrada na 1a aventura, ele sabia que seu pai batia tanto nele quanto na irmã. Sua mãe era morta e seu pai um bêbado. Porém ao voltar um dia da cidade para casa, presenciou o pai estuprando sua irmã e num ataque de ira ele quase matou seu próprio pai, e só não o fez porque foi impedido por um NPC. Percebi que pela frieza do pai do PJ, e pela riqueza de detalhes, que o jogador ficou desconfortável mas numa quantia suficiente para ele entender o drama e se agarrar na raiva ao pai para seguir seu deus.

Outra situação aconteceu na última sessão. Minha mesa teve wipe pois todos foram capturados por um halfing psicopata, eles criaram novos chars e começaram a jogar 5 anos depois. Depois de algumas aventuras, eles se encontraram com o mesmo halfling e acabaram se encontrando com a única sobrevivente do antigo grupo, uma elfa que durante 5 anos foi torturada, fisica e psicologicamente de todas as formas imagináveis. Fiquei preocupado em narrar isso já que foi uma personagem do grupo, mas por outro lado o personagem vilão não poderia ter agido de forma menos horrível e virou uma oportunidade única de fazer os personagens novos entenderem com quem estavam lidando, sem misturar a raiva dos jogadores com o desconhecimento dos novos chars. Agora, tanto jogadores quanto os novos chars tem mais raiva ainda dele e jamais tive um vilão tão odiado.

Usar fobias, medo e coisas assim contra os jogadores deve ser feito com cuidado, mas quando bem feito, gera personagens únicos, motivações sem igual. E quando os jogadores vencem esses desafios, a satisfação vai bem além do XP ^^

Drogas:

Como citei acima, usei um pai bêbado. Mas não foi a única vez que as drogas e alcool tiveram presentes no jogo de RPG onde joguei. Jogando Trevas com amigos meus, interpretei um personagem que fumava um cigarro no final do anterior, eu não fumo mas meu personagem era uma chaminé.

Em outra situação, um personagem do jogador era um orc alcolatra e o vício dele foi levado para o humor. Até que souberam a origem do problema dele, que era ligado ao trauma de ter perdido um amigo.

Conclusão:

Usar elementos assim de vez enquando, tornam as aventuras extremamente mais reais e os personagens mais interessantes. Claro que o exagero vira um conto de Nelson Rodrigues e não é o que queremos, tem que usar na medida certa. E o Mestre nunca pode se negar a desistir de algo caso sinta que houve muito constrangimento dos jogadores, afinal errar é humano mas persistir é burrice.

Então use, mas use com sabedoria porque não é fácil, mas quem disse que ser Mestre é fácil? ^^



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