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terça-feira, 7 de julho de 2009

Perguntas sobre a Linhaça

Perguntas sobre a Linhaça
:: Conceição Trucom ::


Quais as principais características da Linhaça e sua indicação?
Além de sua riqueza em ômega-3 (um agente antiinflamatório e regenerador celular) e ácidos graxos monoinsaturados (caloria de queima rápida), ela também é rica em fibras, como as ligninas (precursoras de fito hormônios) e as mucilagens (tratam mucosas e auxiliam na desintoxicação).

O óleo oferece o mesmo benefício que a semente? Por quê?
Não. Quando separamos o óleo dos demais componentes desta semente perdemos a sinergia da sua composição integral.
O óleo isolado, um forte antiinflamatório, só é indicado para casos sob orientação médica, quando a necessidade de ômega-3 é bem acima da quantidade máxima de consumo desta semente indicada por dia.
O óleo isolado também é bastante indicado para tratamentos externos como de pele, articulações e couro cabeludo.
No meu livro ensino a preparar o óleo, receitas culinárias e várias destas receitas de uso externo.

Existe a linhaça marrom e a linhaça dourada ou existe alguma outra variedade? Quais as diferenças entre elas?
Como todo vegetal, existem muitas variedades de uma mesma família. Entre a linhaça marrom e a dourada podem existir muitos tons, mas a diferença entre elas é muito pequena quando falamos de ômega-3, que é o quesito onde elas foram mais analisadas e comparadas. As condições de cultivo e a variedade podem alterar a quantidade de pigmento da casca, porém internamente a semente costuma apresentar composições muito próximas.
E neste aspecto, ao contrário do que alegam os que comercializam a linhaça dourada (importada do Canadá), existe uma discreta vantagem para a linhaça marrom que é 100% nacional.

Qual a maneira mais acertada de consumir a linhaça?
O ideal é consumi-la crua, integral e triturada na hora do seu consumo.
Mais interessante ainda é deixá-la de molho em água potável por um mínimo de 4 horas antes de seu consumo. A água deste molho – rica em mucilagens - é ideal para tratar/prevenir problemas de digestão, úlceras e constipação.

Existe limite de consumo diário também?
Para adultos o consumo máximo é de 1 colher de sopa/dia. Para crianças até 12 anos é de 1 colher de sobremesa/dia.

Por que este limite?
Todo vegetal, principalmente as sementes, contêm substâncias de defesa para preservarem a integridade da semente até sua germinação. Para o ser humano estas substâncias passam a ser nocivas quando existir um exagêro no consumo.
Trata-se do mágico da natureza, onde bom-senso é benvindo.
Por este motivo não se deve consumir qualquer semente em excesso: seja castanha do Pará, de caju, amendoim, de abóbora ou de linhaça.

Ela também é indicada para quem quer emagrecer? Por quê?
Sim, pois ela possui um forte efeito laxante e desintoxicante, que ajuda o organismo a se aliviar de seu venenos, toxinas e excessos como é o caso da gordura (em excesso é claro).
Além disso, sementes como a da linhaça, após seu consumo liberam uma ordem para o cérebro que manda produzir um hormônio chamado colecistocinina que provoca sensações de saciedade.
Todo este processo se viabiliza se a linhaça estiver crua, bem triturada/mastigada, e leva 30 minutos para acontecer.

Qual a forma correta de consumi-la?
Em sucos desintoxicantes tomados em jejum e 30 minutos antes das refeições principais.
Quais segredos/receitinhas caseiras são bem simples de preparar com linhaça e que causam um excelente resultado para as pessoas?
A primeira delas é deixar à noite de molho 1 colher de sopa de semente de linhaça em meio copo de água e no outro dia bater em sucos desintoxicantes com frutas, folhas e limão. Veja mais
aqui

Recomenda-se a leitura na íntegra dos livros A importância da Linhaça na Saúde e Alimentação Desintoxicante - editora Alaúde, que fornecem indicações de uso e receitas. O fato da linhaça ser um alimento natural não elimina a necessidade de seu consumo com responsabilidade.

Conceição Trucom é química, cientista, palestrante e escritora sobre temas
voltados para o bem-estar e qualidade de vida.


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quinta-feira, 30 de abril de 2009

Saúde da mulher

Redução de 40% das ondas de calor ocorre mesmo com o consumo de pães sem fitoestrógenos .A ingestão de pães comuns, feitos com farinha de trigo, resultou em redução semelhante à atingida por mulheres que ingeriram pão de linhaça, semente que contém substância parecida com o hormônio estrogênio - cujas concentrações caem na menopausa 


O produto foi escolhido por fazer parte do hábito alimentar dos brasileiros e por ser mais aceitável pelas mulheres. "Não adiantava colocar linhaça num alimento pouco consumido, ou que ficasse muito pesado. Elas achariam calórico demais e não comeriam"

Testes realizados com 38 mulheres na pós-menopausa mostraram que tanto o consumo de pães feitos com farinha de linhaça, rica no fitoestrógeno lignana, quanto o consumo de pães comuns reduziram significamente as ondas de calor, um dos sintomas da menopausa que mais afeta a qualidade de vida.

Os fitoestrógenos, principalmente a isoflavona presente na soja, vêm sendo prometidos como capazes de reduzir esse sintoma, pois possuem uma estrutura semelhante à do hormônio estrogênio, cujas concentrações caem quando ocorre a menopausa. Entretanto, "os resultados ainda não são conclusivos", afirma a engenheira de alimentos Renée Simbalista.

Em seu doutorado, realizado na Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, Renée avaliou os efeitos do consumo de farinha de linhaça sobre os sintomas climatéricos de mulheres na pós-menopausa. Apesar de ter conseguido reduzir em 40% a ocorrência desse sintoma menopausal, a pesquisadora mostrou que não há diferenças significativas entre o resultado com pão de linhaça e "pão-placebo", ou seja, feito apenas com farinha de trigo, sem fitoestrógenos na sua composição.

"Alguns estudos com a isoflavona não utilizaram grupo placebo", aponta a engenheira de alimentos. "Esse trabalho confirma a importância de estudos controlados com placebo para se verificar os efeitos de outros tratamentos sobre sintomas da menopausa".

Linhaça no pão A hipótese de que a dieta rica em fitoestrógenos poderia aliviar sintomas climatéricos (como as ondas de calor) surgiu do fato das "mulheres orientais, que possuem uma dieta rica em isoflavonas e lignanas, apresentarem menos queixas nesta fase da vida", explica Renée.

Para verificar esse efeito com o consumo dos fitoestrógenos presentes na linhaça, a pesquisadora realizou testes em pacientes da Casa do Climatério, da Fundação Zerbini, e em funcionárias do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina (FM) da USP, num total de 38 mulheres: 20 compuseram o grupo de testes, que consumiu pão com linhaça em sua composição e 18 formaram o grupo controle, que consumiu pão placebo, produzido com farinha de trigo e dotado de sabor e aparência semelhantes ao de linhaça.

O produto foi escolhido por fazer parte do hábito alimentar dos brasileiros e por ser mais aceitável pelas mulheres. "Não adiantava colocar linhaça num alimento pouco consumido, ou que ficasse muito pesado. Elas achariam calórico demais e não comeriam", explica a pesquisadora. "A idéia era que o produto fosse funcional, por isso adicionei uma quantidade de farinha de linhaça que garantisse um pão saboroso". Cada porção de pão (composta de duas fatias) a ser consumida diariamente pelo grupo de testes continha 25 gramas de linhaça e 46 miligramas de lignanas vegetais.

Para quantificar as ondas de calor, as pacientes foram orientadas a preencher um diário com o registro de cada ocorrência. Esses dados foram usados para compor uma média mensal de ondas. Ao final de 3 meses de tratamento com os pães, Renée detectou uma redução significativa sobre esse sintoma: a média de ondas por dia caiu de 8,5 para 4,5. Entretanto, não houve diferença estatisticamente significativa entre a melhora alcançada no grupo de teses e no grupo placebo.

"Esta melhora pode estar em parte relacionada a uma diminuição na disposição em marcar corretamente os sintomas no diário com o passar do tempo", pondera a pesquisadora. "No entanto, as pacientes demonstraram total interesse durante o período de intervenção, não havendo desistências, o que pode ser indicativo de uma melhora real dos sintomas".






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Qual a diferença entre farinha de linhaça dourada e escura?


Ambas as farinhas são tostadas e possuem aproximadamente a mesma composição. A linhaça dourada é mais adaptada ao clima frio enquanto a linhaça escura se desenvolve em climas mais quentes. Isso explica a diferença de preço entre elas. No Brasil, a cultura convencional é da linhaça marrom, pela adaptação do clima, solo e às técnicas de manuseio. A linhaça dourada, apesar de já estar sendo cultivada no Brasil, ela tem origem no hemisfério norte.

A única diferença entre elas está no sabor, o sabor da dourada é mais suave do que o da marrom. Desta forma, você poderá escolher qualquer uma das duas, ficará a critério de seu bolso e gosto.

“Lenda” das sementes marrons

Em abundância no Brasil, as sementes de cor marrom já foram acusadas de maior toxicidade e menor funcionalidade nutricional. Isso ocorre talvez por serem menos estudadas que as douradas, variedade que é consumida e pesquisada há mais tempo pelos maiores produtores mundiais do hemisfério norte.
Então, é importante acabar com essa “lenda”: a linhaça marrom e dourada são praticamente idênticas nas suas propriedades nutricionais e terapêuticas, com discreta
vantagem para a variedade marrom quanto ao teor de ômega-3.
As diferenças entre ambas são mínimas e geralmente são resultantes de diferentes condições de cultivo. A cor da casca da semente é determinada somente pela quantidade de pigmentação que ela contém, e que pode ser modificada através de
práticas normais de cultivo.

Como consumir?

Melhor que consumir as cápsulas de óleo isolado de linhaça, é consumir a semente deixada de molho e triturada na hora, a semente germinada ou seu broto, pois os seus nutrientes juntos são mais poderosos que suas frações isoladas.



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domingo, 11 de janeiro de 2009

***Farinha de linhaça***


Farinha de Linhaça Dourada
Conhecida também como semente do linho, a linhaça é uma fonte vegetal rica em ácido graxo omega 3 que tem efeitos benéficos a nossa saúde por diminuir os riscos de doenças cardiovasculares como o infarto e a trombose. A semente de linhaça também é rica em lignina, um fitoestrógeno que pode proteger contra a osteoporose e o câncer de mama. Os fitoestrógenos são substâncias de origem vegetal que tem ação semelhante, mas com muito menos intensidade, aos estrógenos (hormônios femininos).
A ingestão de 45 g de semente de linhaça (3 colheres de sopa) por dia pode diminuir os sintomas da menopausa, como fogachos.A semente de linhaça também é rica em fibras e para ajudar no funcionamento do intestino deve-se ingerir 15 g de semente de linhaça triturada (1 colher de sopa) por dia, juntamente com líquidos.
As sementes podem ser torradas levemente na frigideira e polvilhada sobre Saladas, frutas, sopa e iogurtes. Utilize trituradas em sucos, sopas, pãrs, panquecas, bolos e muffins. A semente de linhaça proporciona uma textura crocante a qualquer prato além de deixa-lo mais saudável. As pessoas que procuram reduzir de peso não devem exagerar, pois a semente de linhaça é bastante oleosa e calórica.
No Brasil, a variedade mais comum é a semente de linhaça marrom, mais barata que a dourada, encontrada na Europa. Ainda é possível encontrar o óleo de linhaça. Cada colher de sopa de semente de linhaça dourada (15 g) contém 70 kcal, 3,5 g de ácido graxos ômega 3 e 2,4 g de fibras.
A semente de Linhaça dourada é originária de regiões frias como Canadá e EUA e já está sendo difundida na América do Sul. Produzida da maneira orgânica, ou seja, sem adição de agrotóxicos, esta semente possui alto teor vitaminico e seus benefícios nutricionais são indiscutíveis


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